ENTREVISTA - João Isidro fala sobre seu retorno à AEA e reafirma o compromisso em defesa da categoria

Depois de presidir a Associação de 2012 a 2014, João Isidro Vinhal (foto) retornou ao comando da AEA em janeiro deste ano. Na cerimônia de posse da Diretoria Executiva, fez questão de agradecer aos associados que lhe deram mais um voto de confiança. Quase três meses após assumir o cargo, ele reafirma a promessa de lutar para que o direito de aposentados e pensionistas seja resguardado. “E, se for preciso, iremos às ruas defendê-los”, assegura. Confira na entrevista abaixo quais são as metas dele para a gestão.

Você presidiu a Associação de 2012 a 2014. Qual avaliação faz no seu retorno?

A Associação é o nosso patrimônio, e todos os gestores que por aqui passaram fizeram e ofereceram o melhor para o crescimento dela, cada um com seu perfil de gerenciar e administrar. Avalio que a AEA se encontra bem e apenas devemos procurar, sem gastar o que não temos, profissionalizá-la em certas atividades. Isso é algo natural, uma exigência das circunstâncias e da evolução dos tempos.

Quais são prioridades?

Temos muitas: reforma do Estatuto, captação de novos associados, criação de parcerias e convênios e a busca de maior interatividade com as entidades que tenham objetivos semelhantes aos da AEA.

Por que pretende revisar o Estatuto?

O estatuto de uma entidade é o seu sustentáculo e necessita de revisão constante porque o tempo assim o exige. Necessitamos incrementar nossa nova forma de trabalho, modernizá-la, modificando artigos e parágrafos que emperram o crescimento da AEA. Como exemplo, podemos citar a forma usada atualmente para filiação e novos associados. Estamos parados no tempo.

E sobre as ações judiciais que foram movidas pela Associação?

Lidar com a justiça no Brasil é quase impossível, pois sempre nos deparamos com respostas demoradas, desinteresse, burocracia, entre outros entraves. Quando se trata de demanda de aposentados e pensionistas, a situação ainda é pior. Até parece que não existimos ou que não construímos este pais. No entanto, nossos associados precisam sempre nos dar um voto de confiança, pois temos batalhado muito nessas ações que estão tramitando para que tenhamos um desfecho favorável à categoria.

No plano de trabalho consta promover a capacitação de associados para ocupar cargos na Forluz, Cemig Saúde e outras entidades. Como seria?

Na nossa primeira gestão (2012 a 2014), iniciamos a capacitação de associados, por meio da Anapar, para o preenchimento de cargos de conselheiros junto à Forluz. Neste mandato, estamos redobrando as parcerias, pois temos ciência da importância de contarmos com pessoas preparadas para assumir funções em entidades como Forluz e Cemig Saúde. Isso significa ter representatividade e precisamos de associados cada vez mais preparados para fiscalizar e acompanhar o dia a dia das instituições, para que nossos direitos sejam cumpridos e mantidos. Nossos representantes nos conselhos e DRPs da Cemig Saúde e Forluz devem estar preparados para assumir as funções com conhecimento daquilo que irão fazer e, para isso, cabe à Associação prepará-los. Esta é uma promessa da atual gestão.

Quais os principais desafios que imagina encontrar nos próximos três anos e quais as estratégias para enfrentá-los?

Nossos desafios são muitos e começamos a enfrentá-los com as questões relacionadas à Forluz e à Cemig Saúde (eventuais mudanças nos Planos A e B e a tabela de dependentes especiais). Certamente, vamos encarar outras situações semelhantes e usaremos o diálogo e a negociação para resolvê-las. Não mediremos esforços para defender tudo aquilo que conquistamos com tantas dificuldades, sempre em favor dos beneficiários da Cemig Saúde e dos participantes da Forluz.

Gostaria de deixar uma mensagem aos associados?

Primeiramente, agradeço aos associados que, mais uma vez, confiaram em mim e nos meus colegas de Diretoria, colocando em nossas mãos os destinos da AEA. Buscaremos, por intermédio de um trabalho sistematizado e bem elaborado, fortalecer a entidade. Para isso, vamos atuar para aumentar o número de associados, pois sabemos que uma instituição como a nossa, para ser forte, necessita de um quadro de aposentados e pensionistas afinados com seus propósitos. É nosso dever proporcionar a todos, da capital e do interior, os mesmos direitos e vamos trabalhar ainda mais para a interatividade e o crescimento da AEA em todas as localidades. Em relação ao Brasil, também teremos grandes desafios a enfrentar por causa da condição política e financeira do país, que paga caro pela sua má administração. Estejam cientes de que não daremos trégua aos oportunistas e, se for preciso, iremos às ruas defender nossos direitos.

 

 

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