De Olho na Saúde – Síndrome do Olho Seco

Por Bárbara Vargas – oftalmologista do Hospital de Olhos Rui Marinho

O inverno chegou e com ele o frio que traz alguns transtornos para a saúde ocular da população. Quem nunca sentiu coceira, ardor, sensação de queimação e de areia nos olhos, além de irritação e olhos vermelhos? Essas são algumas das queixas mais frequentes do período. Isso se deve à Síndrome do Olho Seco, causada pela pouca quantidade ou má qualidade da lágrima para manter o olho lubrificado. Ela atinge cerca de 15% da população brasileira.

O aumento dos sintomas durante o inverno está relacionado aos baixos índices de umidade, característicos da estação, que facilitam a evaporação das lágrimas, responsáveis pela lubrificação do olho. A Síndrome do Olho Seco é uma doença crônica mais frequente neste período, mas pode ocorrer em todas as estações.

Alguns hábitos do dia a dia, como passar muito tempo na frente do computador ou da TV e ler por muitas horas, contribuem para os sintomas. Normalmente, piscamos cerca de 20 vezes por minuto e, durante estas atividades, essa frequência pode reduzir de 3 a 4 vezes. Dentre outros fatores de risco, podemos destacar medicamentos, como antidepressivos, anti-hipertensivos e antialérgicos. Mulheres na menopausa, idosos e usuários de lentes de contato também têm maior propensão. Além disso, traumas (queimaduras química e térmica), doenças reumatológicas e do sistema imunológico também estão associadas à disfunção lacrimal.

Ao sentir incômodos, é importante procurar um oftalmologista. O tratamento mais comum é o uso de colírios que simulam as lágrimas e que melhoram a lubrificação. Porém, se for identificada a necessidade de uso contínuo, é primordial a análise de um especialista. Já em casos mais graves, a Síndrome do Olho Seco pode ser tratada por meio de anti-inflamatórios e outros medicamentos ou até mesmo com intervenções cirúrgicas. É importante enfatizar que a automedicação nunca é indicada.

Outras atitudes podem ser tomadas para ajudar no desconforto: o uso de umidificadores de ambiente e o aumento da ingestão de água, por exemplo. Fazer pausas esporádicas durante atividades prolongadas em frente ao computador também ajudam. Como oftalmologista, minha dica para o inverno é hidratar tanto o corpo quanto os olhos. Também procure um oftalmologista para avaliar sua saúde ocular. A Síndrome do Olho Seco não tem cura e sim controle, portanto precisa ser diagnosticada e corretamente tratada. Caso contrário, pode gerar distúrbios graves à superfície ocular e prejudicar a qualidade visual.

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