Fraude milionária contra idosos: grupo que age em BH teria dado prejuízo de mais de R$ 26 milhões

Depois de receber queixas de cidadãos, além de solicitação da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga denúncias de aposentados e pensionistas que teriam sido lesados pela Associação Brasileira de Apoio aos Aposentados, Pensionistas e Servidores Públicos (ABSP), que funciona na avenida Paraná, número 485, 10º andar, no centro de Belo Horizonte. Com a falsa promessa de obter ganhos com revisões de benefícios, o prejuízo causado às vítimas pode ultrapassar os R$ 26 milhões, conforme levantamento do Procon Assembleia.

Uma audiência pública realizada em 18 de julho, na ALMG, formalizou o pedido de apuração dos fatos. Além disso, denúncias foram encaminhadas ao MP, que abriu Procedimento Investigatório Criminal (0024.18.011090-0) contra a ABSP, por meio do qual, desde o último 6 de agosto, analisa a apura a atuação da suposta associação.

“Diante de tudo que foi relatado, precisamos da atuação da polícia, do Judiciário e do Ministério Público, para que possam encontrar algo que intimide e iniba essa atuação criminosa que se arrasta há quase seis anos”, avalia Gilberto Dias de Souza, gerente do Procon.

“Isso é crime. Temos de atuar, todos os órgãos possíveis, para que essa associação seja extinta pelas práticas criminosas contra o cidadão vulnerável que é o idoso”, completa Marcelo Barbosa, coordenador do Procon.

CARTA

A abordagem aos clientes é feita por meio de correspondência. Nela, afirma-se que os valores recebidos de aposentadoria estariam defasados. Com isso, o ajuste do pagamento seria obtido por intermédio de ação judicial. Além dessa promessa, o grupo oferece outras vantagens, como ganhos relativos à revisão da URV (Unidade Real de Valor). No entanto, para aderir e ter direito à revisão, o aposentado precisa pagar taxas que variam de R$ 1,2 mil a R$ 10 mil, segundo as denúncias.

“São ações repetitivas que a justiça pacificou como improcedentes, sabidamente derrotadas. Há seis anos, solicitamos que nos apresentassem uma sentença sequer favorável e, até hoje, estamos esperando. São ações 100% derrotadas”, argumenta o gerente do Procon Assembleia.

ADVOGADAS SÃO REPRESENTANTES EM MAIS DE SEIS MIL PROCESSOS

Levantamento do Procon, com base nas denúncias que chegaram ao órgão desde 2012, aponta que cada pessoa lesada pagou, em média, R$ 4,2 mil à ABSP. “Somente com as queixas que temos, o valor que a associação arrecadou dos aposentados é de aproximadamente R$ 500 mil. Se formos considerar as cerca de seis mil ações que estão tramitando somente na Justiça Federal, por meio da ASBP, os valores chegariam a R$ 26 milhões”, calcula Pedro Aurélio Conde Baêta da Costa, assessor jurídico do órgão de proteção ao consumidor.

“São cerca de seis mil ações com as mesmas advogadas que possuem registro na OAB de São Paulo, mas que fizeram registro em Minas e atuam aqui. Se houver comprovação de crime de quadrilha, essas pessoas têm de ser presas”, acrescenta Pedro.

Compartilhe

Um pouco sobre nós

A AEA-MG (Associação dos Eletricitários Aposentados e Pensionistas da Cemig e Subsidiárias) foi fundada em 29 de janeiro de 1983, por um grupo de eletricitários que percebeu a necessidade de unir os aposentados da CEMIG. Em todos esses anos de existência, apresentamos a você uma entidade forte, representativa e consolidada.

 

Saiba mais...

Newsletter

Assine nossa Newsletter e fique por dentro das notícias e promoções.