AEA-MG participa de audiência pública em defesa da Forluz e da Cemig Saúde, e contra a privatização da Cemig

“Após assistir às apresentações dos presidentes da Forluz (Gilberto Lacerda) e da Cemig Saúde (Anderson Ferreira), vemos que os resultados dos dois planos são positivos.” Foi dessa forma que o deputado Celinho do Sintrocel (PCdoB), presidente da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social, avaliou as falas e os dados apresentados por representantes das duas empresas, durante audiência pública realizada nessa quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A audiência foi requerida pelo deputado, atendendo a uma solicitação do Coletivo de Entidades “De Olho na Forluz e na Cemig Saúde”, do qual faz parte a AEA-MG. Além de explicar à população de Minas Gerais como é o funcionamento e a gestão do fundo de pensão e do plano de saúde, a sessão serviu para que as entidades dessem uma resposta ao atual presidente da Cemig, Cledorvino Belini, que atribuiu, especialmente a aposentados e pensionistas, o alto custo da patrocinadora, um dos pretextos utilizados pelo governador para defender a privatização.

“O motivo que nos trouxe aqui foi a fala do presidente da Cemig, em 10 de junho, durante evento aqui mesmo na Assembleia. Nem acredito que tenha sido por maldade. Talvez por inexperiência, ele cometeu o deslize de mencionar a Forluz e a Cemig Saúde como entraves. Não entendi bem o que ele quis dizer e, quando ele fala em entrave, recebemos como ameaça”, avaliou Vanderlei Toledo, Diretor de Relações com Participantes da Forluz.

PATRIMÔNIO DOS APOSENTADOS

Toledo destacou que o pagamento do benefício a aposentados e pensionistas é realizado com recursos que cada um poupou durante os anos de trabalho. Ele informou, ainda, que o custo médio mensal da Cemig com cada aposentado é de R$ 61, referente a custeio administrativo.“Ele (presidente da Cemig) fala em privilégio. Não, não é privilégio. O patrimônio da Forluz é resultado do esforço de cada um que passou ou que está na Cemig. Quando ele fala que somos entrave, pelo alto custo de pessoal, ele está tentando mostrar para a sociedade que essas pessoas encarecem a tarifa. Agindo assim, ele está faltando com a verdade”, rebateu.

Conforme divulgado durante audiência por Gilberto Lacerda, presidente da Forluz, o fundo de pensão tem patrimônio avaliado em R$ 17,4 bilhões, sendo pago, por ano, cerca de R$ 1,1 bilhão de benefícios.

“Quando o governo trata o aposentado como entrave, ele se esquece que, dos R$ 17,4 bilhões do patrimônio da Forluz, R$ 13,1 bilhões (aproximadamente 75%) são deles (aposentados). Tratar mal o fundo de pensão é mostrar desconhecimento total sobre o assunto, vai na contramão do mundo”, criticou João Wayne, Conselheiro Deliberativo da Forluz eleito.

"FARSA" DA PRIVATIZAÇÃO

Desde que assumiu o governo de Minas Gerais, Romeu Zema tem defendido a necessidade de privatização da Cemig, para melhorar as finanças do Estado. Na mesma linha, o presidente da Cemig, Cledorvino Belini, alega, equivocadamente, que a venda é necessária porque a empresa é ineficiente e deficitária. No último dia 10 de junho, inclusive, em audiência na própria ALMG, Belini acusou os aposentados de serem um “peso” para as finanças da patrocinadora.

“As considerações que o governador e o presidente da Cemig fazem sobre Cemig, Forluz e Cemig Saúde têm o objetivo de denegrir a imagem das empresas e das pessoas. Críticas feitas puramente por questão ideológica, partidária. O estado nunca colocou dinheiro na Cemig. É justamente o contrário. O discurso dele é uma mentira deslavada para tentar convencer a população mineira sobre a necessidade de se privatizar a Cemig”, apontou Everson Tardeli, representante do Coletivo de Entidades.

O argumento de Tardeli foi corroborado pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), que também integra a Comissão. “O presidente da Cemig veio aqui na Assembleia e disse que o salário médio pago pela empresa é de R$ 22 mil. Quantas pessoas que estão aqui nesta audiência ganham isso? Não encontrei ninguém. O que ele quer é desqualificar a empresa para tentar vendê-la. Ele usa a tática de convencimento pela mentira, dizendo que os trabalhadores são muito bem remunerados e, por isso, eles são problema para a Cemig”, afirmou.

 

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