Reflexões sobre a Forluz

Estamos vivendo sob o manto negro de um inimigo invisível, que ataca a todos: brancos e negros, pobres e ricos, homens e mulheres, crianças e idosos.... Idosos – estávamos sendo tratados como “pessoas muito importantes (VIPs)”: passe livre nos ônibus, fila especial nos bancos, meia-entrada nos cinemas e teatros, etc. Aí veio esta pandemia e tudo se modificou com a necessidade do isolamento social, que precisará de uma grande obra coletiva humana para que se possa superar esta grave doença chamada Covid-19.

Por isso, o mundo todo busca alternativas para sair da crise político-social e, principalmente, da crise econômica em que se encontra: remédios, vacinas, auxílios governamentais, ações empresariais, ajudas coletivas e individuais...

A urgência de solução faz com que o espírito de união comece a se impor e os governos e entidades passem a ver na criatividade e na cooperação os vetores necessários para o esperado bem-comum. Um novo mundo acontece!!!

Você deve estar se indagando, mas o que a tal da Covid-19 tem a ver com a Forluz???

Entendemos que é em tempos difíceis que as oportunidades aparecem, e a Forluz passa por um momento que merece reflexões: seus investimentos sofrerão os impactos das oscilações do mercado financeiro ocasionados pela pandemia e há, também no ar como o coronavírus, uma sugestão de mudança no Plano A, com apenas a alternativa de se migrar do benefício vitalício para o sistema de quotas, que é finito.

Estas situações merecem atenção especial e cautela dos dirigentes e dos participantes do nosso Fundo de Pensão, mas fixaremos o nosso olhar sobre a perspectiva de algo que venha a alterar a estrutura e os fundamentos do Plano A, em função do significativo impacto nas vidas de seus beneficiários.

Chamamos sua atenção de que existem planos de benefícios vitalícios em outros Fundos de Pensão, estatais ou privados, que vão muito bem. Estes fundos buscam o mesmo propósito da Forluz, que no artigo 7º do seu Estatuto se dispõe a “...propiciar aos participantes e beneficiários de seus planos previdenciários os benefícios assegurados nos regulamentos dos planos a que estiverem vinculados”.

Os inscritos no Plano A, na sua maioria, tiveram seus contratos previdenciários datados de 1997, quando do saldamento do Plano BD puro, e, na boa-fé, acreditaram fielmente nas condições ali firmadas para a migração. Naquela época do saldamento, houve uma intensa negociação entre as partes envolvidas, Cemig (Patrocinadora) e os Participantes (representados pela AEA e Sindicatos), sob a mediação da Forluz (nossa entidade previdenciária complementar). A migração do Plano BD para o Plano A foi bem-sucedida e, durante longos anos, o casamento foi perfeito, inclusive com repasses de superávits à Patrocinadora.

Entretanto, já há alguns anos, diante dos déficits existentes entre o ativo e o passivo apresentados nos relatórios anuais da Forluz para o Plano A (em 2019 foram R$772 milhões), a situação mudou e acontecem rumores da necessidade da mudança do benefício vitalício para o sistema de quotas por interesse único da Patrocinadora, que é contratualmente a responsável por cobrir integralmente os déficits porventura acontecidos no plano.  Em função disto, fala-se em estudos elaborados para esta nova migração por parte da Cemig e internos da Forluz.

Ora, nada causaria tanta preocupação e apreensão nos Participantes se todo o processo fosse realizado através de um profundo diálogo e de um acesso transparente aos dados e informações, apresentando-se estes estudos e buscando-se caminhos alternativos que levassem as partes a uma decisão recíproca por um bom destino, assegurando-se a todos a essência do Plano A.

Surge agora a notícia da venda do Edifício Júlio Soares, fato normal em oportunidades negociais de um Fundo de Pensão, mas que nos dias de hoje exige uma comunicação de fato relevante aos Participantes, evitando-se especulações desnecessárias e que em nada contribuem para um bom ambiente coletivo.

A força da Cemig sempre se baseou na capacidade e na criatividade do seu potencial humano, e os beneficiários da Forluz contribuíram efetivamente para a grandeza da empresa, de reputação internacional no setor de energia. A experiência dos aposentados, através de associações ou de cooperativas, voluntariamente ou não, é utilizada no mundo inteiro em trabalhos de assessoria e consultoria à governos, empresas e entidades do terceiro setor.

Assim, o Grupo de Trabalho Forluz da AEA se coloca à disposição dos gestores da Fundação para colaborar no estudo da arquitetura do Plano A e de seus reflexos para as partes envolvidas - Patrocinadoras e Participantes. Temos que pensar em novas formas para resolver os velhos problemas, e chegar ao bom destino. Tempo de crise é também de oportunidade: vamos aproveitar esta chance e fazer acontecer!!!    

Texto de autoria do Grupo Técnico Forluz da AEA

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