Proposta da Cemig para retirada de direitos no Prosaúde revolta beneficiários

A proposta da Cemig, que prevê a retirada de direitos no Prosaúde, repercutiu mal e causou revolta entre aposentados, pensionistas e trabalhadores da ativa. O tema foi apresentado pela patrocinadora na última terça-feira (27), em reunião com a participação da AEA-MG e entidades sindicais.

Resumidamente, a proposta da empresa representaria queda na qualidade da assistência médica prestada, ou até mesmo a extinção, bem como o aumento no custeio do plano de saúde. Alternativas que vão na contramão do atual momento sanitário e econômico pelo qual passa o país, devido à pandemia.

No encontro do último 23 de abril para tratar do tema, a Cemig já havia alegado que os valores do pós-emprego, decorrentes de suas obrigações com o Prosaúde, têm tido um grande crescimento nos últimos anos e que seria necessária uma “readequação”. Agora, a patrocinadora colocou de forma objetiva sua intenção de alterações no Acordo Coletivo Específico – ACE do Prosaúde Integrado, celebrado em 2010, que serviu de base para a implantação do plano de saúde. Em linhas gerais, a Cemig propõe:

● Para empregados na ativa e seus dependentes (exceto especiais), a Cemig arcaria integralmente com os custos de um plano básico, com as seguintes principais características: acomodação em internação coletiva (enfermaria); rede conveniada de qualidade; contratação coletiva empresarial; atendimento ambulatorial e com obstetrícia; abrangência geográfica estadual; coparticipação; atendimento de urgência e emergência nacional; fim do PGE. Caso o empregado queira coberturas adicionais ele poderá contratar como opcionais.

● Para os aposentados, a proposta é a oferta do mesmo plano básico dos empregados, contudo, integralmente custeado pelos beneficiários.

A notícia tem causado grande repercussão no site e nas redes sociais da Associação. “Um absurdo! Em plena pandemia, além das nossas preocupações para todos os cuidados, este ataque aos nossos direitos”, queixou-se Teresa Prado Staciolli, na conta da AEA no Instagram.

“Literalmente, é uma rasteira em nós! Unilateralmente, num plano que foi construído juntos. Inacreditável. Vamos à luta! Nossas entidades representativas precisam se juntar. Todos na mesma causa”, acrescentou Graça Oliveira Cerqueira.

Na avaliação da AEA, da forma como foi apresentada, a proposta não permite uma análise objetiva, pois não foi demonstrado nenhum custo ou condições adicionais. A Cemig alegou apenas que fará consultas à Cemig Saúde e a outras operadoras de mercado para determinar qual seria o custo deste novo plano.

No caso específico de aposentados e pensionistas, a proposta é transferir a eles todo o custo do plano de saúde, configurando uma retirada de direitos há muito assegurados aos empregados e ex-empregados, o que é inaceitável. A AEA entende que seria um enorme impacto para o grupo de pessoas que já se encontra em uma idade que demanda maiores cuidados com a saúde.

O entendimento da Associação é compartilhado por usuários do plano, como Maria Auxiliadora Fonseca. “Que absurdo! (Os idosos) são os que mais precisam de assistência para a saúde! Pagaram a vida inteira e agora vão ser excluídos”, indigna-se.

Wilson Carlos Pestano segue e mesma linha. “Na hora que mais precisamos do plano de saúde vem essa facada pelas costas. Bem ao estilo Cemig”, critica.

Apesar da grave ameaça ao direito de aposentados e pensionistas, a AEA continuará atuando ativamente visando à manutenção do nosso plano de saúde e manterá seus associados e participantes informados sobre os próximos passos.

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