O Seminário sobre saúde pública e complementar sob regimes de autogestão, realizado nessa segunda-feira, 24/03, pela AEA-MG, ABCF, Senge e Sindieletro, em Belo Horizonte, proporcionou aos aposentados e beneficiários do Cemig Saúde um momento de aprendizado e de debate sobre o direito universal à saúde e à dignidade humana.
O evento, realizado no auditório do Sindieletro, contou com especialistas na área de saúde, como Luciano Moreira de Oliveira, promotor de Justiça e doutor em Saúde Pública, e abordou os principais problemas da autogestão de planos de saúde, modelo no qual a empresa cuida da administração e operação do plano de saúde de seus membros.
O diretor de intercâmbio da AEA, Denys Cláudio, explica que em planos de autogestão, como é o caso da Cemig Saúde, é fundamental que haja o livre diálogo entre os beneficiários e a empresa patrocinadora. Porém, nos últimos anos, a Cemig tem se articulado para impedir e limitar cada vez mais o espaço de debate e a participação dos usuários nas instâncias de tomada de decisão, sendo
necessário que estes recorram à justiça buscando garantir que a sua voz seja ouvida.
A desigualdade no acesso à saúde de qualidade, o descaso por parte das operadoras de planos de saúde suplementar e as possíveis alternativas para os planos de saúde sob autogestão também foram pautas do seminário.
Denys destaca ainda que iniciativas como a do seminário, que discutam o direito à saúde e os modos de gestão dos planos de saúde suplementar com o suporte de especialistas, são de extrema importância para a compreensão do cenário atual e elaboração de mecanismos que garantam uma maior participação dos usuários nas decisões que afetam a garantia do direito à saúde.
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