A Cemig Saúde enviou, no final da manhã desta terça-feira, 18 de março, um comunicado aos beneficiários informando um aumento de 60,5% no plano de saúde. Nos próximos dias, as entidades representativas entrarão na Justiça para suspender o reajuste.
No dia 11 de março, durante uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa, o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi, comprometeu-se a realizar “quantas forem necessárias” reuniões de negociação sobre o plano de saúde. Contudo, na quinta-feira, 13 de março, a Cemig cancelou a reunião em cima da hora, sem aviso prévio. Hoje, 18 de março, a Cemig Saúde surpreendeu ao enviar a cobrança com o aumento abusivo.
Paralisação, manifestações e audiências públicas
A Cemig está tratando o aumento e a retirada de patrocínio como temas pacificados pela categoria. Não é verdade.
Desde o anúncio do aumento no plano de saúde, cujo percentual não foi previamente informado, foram realizadas diversas assembleias das entidades representativas, duas manifestações massivas com centenas de beneficiários em frente à sede da Cemig, uma paralisação e duas Audiências Públicas na Assembleia Legislativa.
Nada disso, ao que parece, sensibilizou os gestores da Cemig e da Cemig Saúde, incluindo seus respectivos presidentes, Reynaldo Passanezi e Anderson Ferreira.
HORA DE REAGIR! Veja como acionar a ANS
Você pode ajudar acionando a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Antes disso, é necessário fazer uma reclamação no site da Cemig Saúde e obter o protocolo. Siga o passo a passo a seguir:
1. Abra uma reclamação em um dos canais de atendimento da Cemig Saúde (https://cemigsaude.org.br/fale-conosco/canais-de-relacionamento) e guarde o número do protocolo.
2. Registre uma queixa sobre o aumento abusivo no canal da ouvidoria da ANS, disponível no site (https://www.ans.gov.br/nip_solicitante/), e informe o número do protocolo gerado pela Cemig Saúde.
Nossa união e segurança dependem da ação conjunta de todos. Ninguém deve se isolar ou optar por soluções individuais. Unidos, somos mais fortes e vamos vencer essa gestão que, de forma criminosa, tenta se apropriar do estado de Minas Gerais. As entidades seguirão tomando todas as medidas jurídicas possíveis para impedir a implementação desse aumento.
A Cemig Saúde é nossa!